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INVENIRE: Revista de Bens Culturais da Igreja

Nº 13 já disponível Investigação, Obras em destaque, Portfolio, Perfil, Projectos, Recensões, Livros

Inventário Online

Motor de busca para pesquisa conjunta dos inventários de Bens Culturais da Igreja disponíveis online, com sistema In Web.

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CESAREIA: conheça o portal e catálogo colectivo das bibliotecas eclesiais portuguesas, informação sobre as bibliotecas aderentes, horários, condições de acesso e notícias.   .

Santarém: Praxis que se Entrecruzam, Colóquio de Turismo e Património

O Médio Tejo português, ou Alto Ribatejo, é caracterizado por uma diversidade paisagística que, ao longo da história, favoreceu a presença humana e diferentes estratégias de ocupação do território. Contrariamente a outras sub-regiões, o Médio Tejo português não é muito homogéneo, e é nessa diversidade que reside a sua coesão e a complementaridade dos seus diferentes pólos urbanos e rurais. O património arqueológico e arquitectónico é a coluna vertebral dessa diversidade, a memória organizada do território, e o cimento da sua identidade. Os saberes tradicionais e tradições, da construção de barcos artesanais à gastronomia, das procissões religiosas às sobrevivências comunitaristas, são o testemunho da continuidade das ocupações humanas, da sua resiliência através de ciclos económicos de crescimento e de empobrecimento. Esta realidade, complexa, plural, contraditória, é um valor com elevada relevância para o turismo, num século em que a mobilidade e o contacto com outras culturas, mais do que um negócio é uma necessidade imposta pela globalização.
Prosseguir com a gestão do património cultural por um lado (limitado a alguns ícones, por importante que sejam), com a gestão turística por outro (limitada a alguns fluxos excursionistas, por lucrativos que sejam), com a gestão do mercado de emprego por outro (limitada a picos de sazonalidade, por aliviantes que sejam) e com a gestão pública por outro (limitada a alguns serviços, por essenciais que sejam) parece pois ser uma estratégia pouco adequada. Mas como construir uma dinâmica de integração, que não se limite à superficialidade? Como unir a teoria às práticas mais adequadas e aos bons exemplos? Podem as dinâmicas da gestão patrimonial e do turismo contribuir para uma reorganização, para um novo impulso das dinâmicas territoriais desta e de outras regiões, para uma gestão integrada do território?

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