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INVENIRE: Revista de Bens Culturais da Igreja

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Angra: Museu Vivo do Franciscanismo

angra museu franciscanismo cap sr terceirosEsta nova estrutura museológica, que servirá simultaneamente de centro interpretativo e de estudo da presença e ação franciscana no arquipélago, nasce precisamente dentro da igreja do antigo convento franciscano de Nª Sª da Guadalupe (conhecida localmente como Igreja dos Frades), aliando-se a história do espaço aos propósitos da instituição. Da ermida erigida em finais do século XVI, nasce a vontade de edificar um convento, que seria iniciado em 1612 e só terminaria definitivamente em 1626.
Após a aplicação do Decreto de Mouzinho da Silveira nos Açores, o convento fecha em 1833, sendo posteriormente entregue à Santa Casa da Misericórdia da Ribeira Grande para Hospital da mesma. Para além da Ordem dos Frades Menores, o convento também albergou irmãos da Venerável Ordem Terceira da Penitência (os chamados irmãos Terceiros), responsáveis pela realização da Procissão do Senhor Santo Cristo dos Terceiros, que ainda hoje ocorre e que passa a ser uma das funções anuais do Museu.

O propósito deste Museu é contribuir para o conhecimento de um elemento essencial da identidade histórica do arquipélago dos Açores, materializada na dimensão evangelizadora, pedagógica, cultual e cultural da Ordem Franciscana.

Na Ribeira Grande, a história do Franciscanismo é contada em duas versões que se complementam. Por um lado, realça-se o espaço da igreja conventual, identificam-se as áreas de devoção e os rituais identitários do Catolicismo. Por outro, aprecia-se a prática social, ritual e festiva da fé que ciclicamente se materializa na procissão dos Terceiros, que ainda hoje se realiza. Nesta Procissão, a história e a estória de São Francisco são anualmente contadas pela e para a comunidade, realçando um passado que todos os anos se torna presente. É, pois, um Museu que ganha vida, quando as suas peças partilham o espaço urbano e secular, claramente recordando o ideal de aproximação entre religiosos e leigos que tão acarinhado foi por S. Francisco. O Museu Vivo do Franciscanismo regista, assim, uma memória e uma tradição viva, que não se perdeu nos trilhos da liberalização política ou da secularização social, mas que ainda vive como marca interruptora de um quotidiano estereotipado.

De igual modo, é missão do Museu Vivo do Franciscanismo continuar a salvaguardar o Património Imaterial referente às actividades da Ordem dos Terceiros, designadamente responsabilizando-se pela recolha de testemunhos e de registos visuais da Procissão e dos seus preparativos, de forma a assegurar a continuidade da sua divulgação no contexto expositivo.

A inauguração decorre no dia 14 de fevereiro, pelas 18h, no espaço da igreja e Museu. No dia 17 desse mês o MVF (Câmara Municipal da Ribeira Grande), em parceria com a Santa Casa da Misericórdia e a Paróquia de Nª Sª da Conceição, realiza a procissão do Senhor Santo Cristo dos Terceiros, que passará a sair anualmente da igreja original, sendo composta por 10 andores que relatam a história de São Francisco e dos santos franciscanos.

 

Informação recebida de: Câmara Municipal da Ribeira Grande

 

Mais informações

http://cultura.cm-ribeiragrande.pt

 

 

 

 

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